Clima de tensão e constrangimento na fiscalização de bares afugentam a clientela, e mesmo quem opera dentro da legalidade sai prejudicado
Nesta quinta o Nosso Boteco, bar tradicional do Boa Vista que atua há anos na região (e de forma legal), recebeu mais uma vez a fiscalização da AIFU(a décima recebida pelo bar), e mais uma vez a atuação dos fiscais aconteceu de forma grosseira, constrangendo quem frequenta o local.
A fiscalização é algo frequente no setor de bares e restaurantes, mas a questão levantada pelo proprietário do bar, Sid, em vídeo nas redes sociais traz à tona uma preocupação comum no setor: a forma como é conduzida a fiscalização tende a assustar a clientela, e pressupõe que o bar está agindo de forma ilegal antes de verificar a documentação.
Culpado até prova em contrário?
No Instagram Sid postou vídeo desabafando seu descontentamento com a maneira como a fiscalização foi conduzida, mais uma vez, e fez questão de compartilhar seu alvará e menção honrosa recebida pela Assembléia Legislativa.
Confira o texto compartilhado pelo Sid do Nosso Boteco:
“Ontem fomos novamente alvo da operação AIFU (Ação Integrada de fiscalização urbana), essa foi a décima vez. Sentimos a necessidade de deixar aqui o nosso desabafo, pois há anos somos perseguidos simplesmente por trabalhar de forma honesta e consistente.
Como em todas as outras ocasiões, após o término da operação, continuamos funcionando normalmente, pois temos todas as liberações necessárias e operamos dentro da legalidade. O que não concordamos é o modo de como essas ações são conduzidas - interditam a rua inteira, mobilizam diversas viaturas e criam um clima de tensão e constrangimento tanto para nós, quanto para os nossos clientes. Sendo que toda a documentação pedida poderia ser facilmente consultada pela própria prefeitura ou verificada por uma única equipe, de forma muito mais respeitosa e dirigindo-se a locais que não respeitam normas e documentações.
Mas não, o estado acha razoável entrar com um batalhão dentro de um comércio que atua a décadas, colocando-o em descrédito. Passam uma imagem equivocada, colocam em dúvida nossa postura diante do público e prejudicam o funcionamento da casa. Clientes assustados fecham suas contas e vão embora - e esse dano ninguém repara.
Anexamos aqui nosso primeiro alvará, com data de 1974, comprando que esse comércio existe há mais de 50 anos. Também recebemos homenagens da Assembleia Legislativa do Paraná e da Câmara Municipal de Curitiba pela qualidade da nossa gastronomia, pelo-bem estar social que promovemos e pelo serviço prestado a cidade.
Fica então a pergunta: o mesmo estado que homenageia é o mesmo estado que oprime? Se reconhecem nosso bom trabalho, deveriam saber que conduzimos tudo de maneira correta.
Trabalhar honestamente nesse país não é fácil, o estado que deveria acolher e incentivar, muitas vezes é o que mais atrapalha e incomoda. Ainda assim, seguimos firmes, fazendo nosso trabalho com dignidade, dedicação e respeito a quem realmente importa: nossos clientes e nossa comunidade!”
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